O câncer de bexiga é o segundo mais comum do trato genitourinário, sendo mais frequente no sexo masculino com uma relação de 3:1, a faixa etária mais comum é de 65 a 70 anos de idade. No momento do diagnóstico, a maioria dos tumores estão restritos a bexiga (75%).

Há uma associação bem definida entre exposição aos agentes carcinogênicos e o desenvolvimento da neoplasia de bexiga, sendo o tabagismo o fator mais importante. Os fumantes têm um aumento na incidência de 3 a 4 vezes, se comparado aos não fumantes, além disso há uma relação direta com o tempo de tabagismo e a quantidade de cigarros/dia e o desenvolvimento da doença. Os ex-tabagistas apresentam uma diminuição no seu risco, mas parece não se equipar aos que nunca fumaram. Trabalhadores da industria química, de borracha, tintas, couro, petróleo, também tem risco aumentado, assim como pessoas que tenham realizado radioterapia pélvica, principalmente mulheres tratadas de câncer de colo de útero. Outros fatores associados são o uso de adoçantes artificiais, tratamento prévio ciclofosfamida (quimioterapia), e abuso de analgésico fenacetina.

A presenç a de sangue na urina (hematúria) é o sintoma mais comum nos pacientes com neoplasia de bexiga, ocorre em 85 a 90% dos casos. Pode vir acompanhado de sintomas irritativos da bexiga, tais como aumento na frequência urinária, dor ao urinar e urgência urinária (vontade premente de urinar). O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais (exame de urina, citologia), ultrassonografia, tomografia e endoscopia urinária (cistoscopia), neste caso as áreas supeitas podem ser biopsiadas.

Uma vez identificada uma lesão tumoral na bexiga, o tratamento adequado é a ressecção endoscópica (RTU). O procedimento é realizado pelo canal urinário (uretra) e consiste na ressecção do tumor com margem de segurança, que envolve a camada muscular da bexiga, para diagnóstico histológico e estadiamento. Com todos os dados colhidos através da RTU da lesão e dos exames de imagem, o urologista poderá definir a neoplasia como não invasiva, invasiva ou metastática e programar o melhor tratamento a ser realizado, que pode variar desde um acompanhamento clínico, até um tratamento radical e quimioterapia. A avaliação do médico urologista é fundamental para esclarecimento e definição da melhor conduta a ser tomada.

O Dr. Mário Soto Júnior está a sua disposição no consultório, oferecendo aos pacientes e seus familiares, toda a atenção necessária, sua experiência profissional e os recursos tecnológicos mais atuais. Aguardamos seu contato.