A neoplasia de próstata é o câncer não cutâneo mais comum e o segundo em mortalidade no sexo masculino. No Brasil estima-se que uma incidência de 54 novos casos para cada 100.000 habitantes, ao ano. Segundo o INCA, em 2016 serão diagnosticados, no Brasil, 61.200 novos casos.A mortalidade relacionada ao câncer de próstata diminuiu 40% desde meados dos anos 90, a explicação para isto é multifatorial e é explicado pelos programas de rastreamento e melhorias no tratamento.

A incidência é diretamento relacionada a idade. A possibilidade de um homem de 40 anos ter câncer de próstata é de 1 em 10.000; já na idade de 40 a 60 anos de 1 em 103 e de 60 aos 80 anos de 1 em 8. Uma história familiar positiva, aumenta a chance de desenvolvimento da doença. Se há um parente de primeiro gráu com câncer de próstata na família, o risco dobra em relação população em geral. A dieta parece ter um papel importante. Estudos epidemiológicos mostraram uma incidência significativamente menor de câncer de próstata em populações masculinas com dieta de baixo teor de gordura e vegetariana. Estes mesmo homens, quando migram e adquirem hábitos alimentares ocidentais, apresentam um aumento considerável na incidência, se aproximando das estatísticas locais. Alguns estudos também mostraram que a obesidade aumenta o risco de desenvolver a doença e aumenta a possibilidade de recorrência após o tratamento.

As pessoas com tumores de estágio inicial não apresentam sintomatologia alguma, já os tumores mais avançados podem levar a dificuldade miccional, sangramento urinário, anemia, perda importante de peso, dores ósseas. Entretanto estas queixas também estão presentes em outras doenças. A avaliação do médico urologista é fundamental para esclarecimento desta questão. O diagnóstico é sempre feito através de uma biopsia da próstata, guiada por ultrassom transretal, procedimento realizado sob sedação.

Alguns tumores da próstata são indolentes, tem crescimento muito lento e não interferirão em nada na qualidade de sobrevida da pessoa. Já outros são muito agressivos e se não dectados e tratados precocemente, levarão ao óbito. Os primeiros por serem de baixo risco podem ser acompanhados, principalmente nos homens mais idosos, o que hoje se denomina vigilância ativa. Já os tumores que não tem estas características devem ser tratados. As opções de tratamento com intúito de erradicar a doença, mais comumente utilizadas, são a radioterapia externa, braquiterapia (um tipo de radioterapia com implante de sementes radioativas) e a cirurgia que consiste na retirada de toda a próstata e as vesículas seminais (prostatavesiculectomia radical). O tratamento cirúrgico pode ser realizado através de uma incisão convencional (laparotomia), da laparoscopia e da laparoscopia assitida por robô. E aqui, novamente, avaliação do médico urologista é fundamental para esclarecimento e definição da melhor conduta a ser tomada.

O Dr. Mário Soto Júnior está a sua disposição no consultório, oferecendo aos pacientes e seus familiares, toda a atenção necessária, sua experiência profissional e os recursos tecnológicos mais atuais. Aguardamos seu contato.