A neoplasia (câncer) renal, infelizmente, vem aumentando sua incidência em todo o mundo. Ela é responsável por, aproximadamente, 2% de as neoplasias do adulto, a faixa etária mais comum é de 60 a 70 anos de idade, sendo o sexo masculino mais acometido, com uma relação de 2:1.

O principal fator de risco associado a câncer renal é o tabagismo. A exposição a produtos químicos como asbesto, solventes, analgésicos que contenham fenacetina, também tem relação com a neoplasia renal. Doença renal cística, adquirida em pacientes transplantados, e naqueles submetidos a hemodiálise por longos períodos, também. Os tumores renais de característica familiar representam 5% dos casos, e tendem a ser bilaterais e multifocais. As síndromes mais comumente associadas a este tipo de tumor renal familiar são a doença de von Hippel-Lindau, a esclerose tuberosa e o carcinoma papilar hereditário.

Os sintomas clássicos do câncer renal são sangramento urinário, dor em região lombar e uma massa palpável em abome. Entretanto, estes sintomas estão presentes nos tumores avançados e representam em torno de 10% dos casos. Devido ao uso mais rotineiro de exames de imagem, como ultrassom e tomografia, a maioria dos diagnósticos são feitos em pessoas sem sintomatologia alguma. São os chamados "incidentalomas", ou seja, tumores encontrados de maneira ocasional, em exames de imagem pedidos para outros fins. Os exames de imagem, tais como tomografia e ressonância magnética geralmente são suficientes para diagnóstico e estadiamento, não há necessidade da realização de biopsia renal na imensa maioria dos casos.

Atualmente os tumores renais diagnosticados incidentalmente, tem índices de cura maior do que 90%. O tratamento cirúrgico é o único capaz de curar o câncer renal e consiste na retirada da lesão (nefrectomia parcial) ou de todo o rim (nefrectomia radical), dependendo das características, localização e tamanho do tumor. A cirurgia pode ser realizada com a técnica de robótica, laparoscopia ou incisão clássica (lombotomia). A escolha depende da experiência do urologista com as técnicas, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.

A avaliação do médico urologista é fundamental para esclarecimento e definição da melhor conduta a ser tomada. O Dr. Mário Soto Júnior está a sua disposição no consultório, oferecendo aos pacientes e seus familiares, toda a atenção necessária, sua experiência profissional e os recursos tecnológicos mais atuais. Aguardamos seu contato.