A litíase urinária é uma afecção muito frequente, é a terceira mais comum do trato urinário, atrás apenas da infecão urinária e das patologias da próstata. Acomete tanto humanos, quanto animais e há relato de litíase urinária desde os primordios da civilização. A incidência na população em geral é de 2 a 5%, com pico de ocorrência entre os 30 e 40 anos de idade, sendo 4 vezes mais comum no sexo masculino. Acredita-se que até os 70 anos de idade, 12% das pessoas apresentarão litíase, com uma taxa de recorrência de 50% no período de 5 anos.

A causa da formação dos cálculos é, geralmente, multifatorial. O fator mais importante é a supersaturação da urina, com a precipitação de cristais minerais que se aglomeram, formando a matrix dos cálculos. Os tipos mais comuns são os de oxalato e fosfato de cálcio (70 a 80%), seguidos pelos cálculos de ácido úrico (15%), estruvita (10%), cistina e outros. Os fatores predispontes mais comuns são baixa ingestão de líquidos, dieta rica em proteínas, obesidade, infecções urinárias por bactérias produtoras de urease (Proteus, Pseudomonas, Klebsiella e Staphylococcus), alteração anatômicas do trato urinário e distúrbios metabólicos específicos.

Algumas intervenções dietéticas devem ser estimuladas para evitar a formação de cálculos e diminuir a sua recorrência. A principal delas é a maior ingestão de líquidos, pois estima-se que uma pessoa que forme 2 litros de urina/dia, diminui em 50% a formação de cálculos. O citrato é um dos principais inibidores da cristalização da urina, ele está presente nas frutas cítricas (limão, laranja) e age por meio de sua ligação com o cálcio, formando um complexo estável. Os alimentos ricos em oxalato, tais como espinafre, chocolate, nozes, couve, cenoura, devem ser evitados. Assim como a ingestão maior que 1 grama/dia de vitamina C, pois é precursora da síntese de oxalato. A ingestão de sódio (sal) deve ser restrita a 3 gramas/dia, quantidade acima deste valor levam a maior excreção de cálcio e diminuição de citrato na urina. Nas pessoas portadoras de cálculo de ácido úrico, devem restringir a ingestão de alimentos ricos em purina, tais como carnes, miúdos (coração, fígado, rins), frutos do mar, feijão, lentilha e cerveja.

O urologista acompanha o paciente com litíase urinária desde o momento do diagnóstico, acompanhamento clínico e tratamento intervencionista, quando necessário. Nos dias atuais, o tratamento dos cálculos é feito por métodos minimamente invasivos, tais como a litotripsia extracorpórea, ureterolitotripsia flexível ou rígida a laser, nefrolitotripsia percutânea, laparoscopia. A avaliação do médico urologista é fundamental para esclarecimento e definição da melhor conduta a ser tomada.

O Dr. Mário Soto Júnior está a sua disposição no consultório, oferecendo aos pacientes e seus familiares, toda a atenção necessária, sua experiência profissional e os recursos tecnológicos mais atuais. Aguardamos seu contato.